Com 100% de chance, Super El Niño pode levar aquecimento global a novo recorde
A probabilidade de formação de um Super El Niño até novembro deste ano chegou a 100%, segundo a mais recente projeção do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) . Em março, essa chance era de apenas 22%. No fim de abril, saltou para 80%. Agora, é tratada como uma certeza.
Uma imensa onda de Kelvin — um pulso de água anormalmente quente que estava represada no Pacífico ocidental — está se deslocando para o leste e subindo à superfície. As temperaturas nos primeiros 300 metros do oceano já estão mais altas do que as registradas no mesmo período de formação dos super eventos de 1997-98 e 2015-16 . Modelos indicam que o Pacífico central pode ultrapassar 3°C acima da média, um nível de calor oceânico não observado desde 1877 .
O que torna este evento especialmente preocupante é o ponto de partida. Os Super El Niños anteriores se formaram em um planeta mais frio. Este começa com o mundo já cerca de 1,2°C acima dos níveis pré-industriais. O calor adicional liberado pelo Pacífico deve empurrar o termômetro global para além da marca de 1,5°C de aquecimento . Há previsões de que 2026 pode se tornar o ano mais quente já registrado, superando o recorde de 2024 .
A NOAA, agência americana para oceanos e atmosfera, elevou para 82% a probabilidade de o El Niño surgir até julho, se intensificar ao longo do outono e persistir durante o inverno de 2026-27 .
As consequências esperadas incluem secas severas em algumas regiões, colapso de monções em outras, temporadas de incêndios florestais mais intensas e um estresse hídrico generalizado . O calor extremo no oceano também altera ecossistemas marinhos e pode afetar a produção de alimentos em escala global.
Fontes: European Centre for Medium-Range Weather Forecasts (ECMWF), NOAA Climate Prediction Center , Carbon Brief / Gizmodo , The Independent .
Fonte e Foto: Segredos Do Espaço
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