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sábado, 22 de agosto de 2026

Em 2026 o El Niño deverá ser o mais forte 'de que se tem lembrança

Em 2026 o El Niño deverá ser o mais forte 'de que se tem lembrança

 





















Em 1877, o planeta enfrentou um dos El Niños mais extremos já registrados.

O fenômeno de 1877–1878 foi tão intenso que ficou associado a uma das maiores perturbações climáticas do século XIX.

Naquele período, secas severas atingiram diferentes regiões do planeta, contribuindo para perdas agrícolas e para a grande fome de 1876–78.

Agora, quase 150 anos depois, 2026 começa a chamar atenção por outro motivo.

O El Niño atual está se fortalecendo rapidamente no Pacífico.

Segundo a NOAA, existe mais de 90% de chance de que o fenômeno alcance uma intensidade muito forte no outono e inverno de 2026–27.

E há uma possibilidade ainda mais impressionante.

Para outubro a dezembro de 2026, a NOAA estima 69% de chance de o evento atingir uma intensidade considerada histórica, superando o limite usado para comparar os grandes episódios registrados desde 1950.

É aqui que 1877 volta para a história.

O El Niño daquele período é uma das principais referências quando os cientistas analisam eventos extremos do passado.

Reconstruções climáticas indicam que o episódio de 1877–78 foi excepcionalmente forte, embora exista uma margem de incerteza maior justamente porque não havia a rede de medições que existe atualmente.

Isso não significa que 2026 necessariamente repetirá o desastre de 1877.

Mas significa que existe um fenômeno poderoso acontecendo no Pacífico, capaz de alterar padrões de chuva e temperatura muito além do oceano.

E o Brasil está entre os países que podem sentir essas mudanças.

Os efeitos não serão iguais em todo o território.

Enquanto algumas regiões podem enfrentar períodos mais chuvosos, outras podem ter maior risco de estiagem, dependendo da evolução do fenômeno e da interação com outros padrões atmosféricos.

Isso pode afetar agricultura, reservatórios, energia, temperaturas e o risco de eventos extremos.

A diferença é que, em 1877, praticamente não existia capacidade de monitorar o planeta como fazemos hoje.

Em 2026, os satélites e os modelos climáticos permitem acompanhar o aquecimento do Pacífico em tempo quase real.

E eles estão mostrando que o El Niño continua ganhando força.

Por isso, a comparação com 1877 não é uma previsão de que a história vai se repetir.

É um alerta sobre o tamanho do fenômeno que pode estar se formando.

Se 2026 realmente entrar para a lista dos grandes El Niños da história, o impacto não ficará restrito ao Pacífico.

E o Brasil poderá estar entre os países obrigados a lidar com as consequências.


Fonte e Foto: Space Cooper

 

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